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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

"Here´s the Love! " Juui Dolittle- episódio final

Atenção atenta a nível de prestar atenção (espanca a linguagem culta!) - Aqui tá cheio de spoilers! Vô contá tudo! 


Ontem à noite assisti ao último episódio de Juui Dolittle. 

Acordei hoje de manhã com os olhos inchados, praticamente duas bolas de golfe!

Sim, eu sou uma pessoa emotiva... E esse último episódio foi simplesmente lindo e cheio de cachorrinhos fofos e meigos. Ou seja, se um deles chora, eu derramo 765 litros de lágrimas. Imagina quando na trama, 20 deles correm risco de morrer! Af!!! Eu chorei até quase desidratar.

Último episódio tem sempre o desfecho de problemas que vem se arrastando, encontros e desencontros. E por que não? Surpresas. 

Domon, o pai marvado, teve seu momento rejeitado na juventude... O pai queria que Domon seguisse a carreira como médico, e não como veterinário.  Daí brigaram e o resultado foi um homem frio, ambicioso e arrogante, que queria provar para o pai que poderia ser famoso e o melhor na área que escolheu.

Durante a trama, o pai de Domon é um homem doente, internado com um câncer em estágio terminal. Já  quase não reconhece Domon, e nos poucos momentos de lucidez, acaba com a raça do coitado. MASSSSSS, no último momento, um lampejo de vivacidade... O pai de Domon agarra sua mão, pede desculpas por tudo e reconhece a importância do filho.

Lágrimas, um aperto de mão e a musiquinha triste    


Os brutos também choram! Domon comovido com o perdão do pai

E não é só apenas isso! Depois desse momento de perdão e amolecimento plus do coração, a prova final... Seu moleque caçula aprontou e foi parar na delegacia... Na saída o pai durão vai encontrar o filho arrependido:


 Domon estende os braços...

 

E  reflexo de cachorro de rua detected






 Sim... Isso é o reflexo de anos de medo do próprio pai. A frieza e o rancor o deixaram como um bicho assustado.


Mas aqui vem mais uma surpresa. Pra quem pensou que ia rolar o ultimate fight ali mesmo...

 Ahhhhh que lindo!!!! 


Esse foi meu primeiro pensamento. Depois... " pena que isso nunca vai acontecer comigo" - Não tem jeito de não associar, né? Mas fico feliz por ver esse tipo de coisa pelo menos nos doramas e animes.






Absolutamente divino. Sem mais palavras. (Nessa hora aí eu já tinha chorado 987 litros de lágrimas)


E como não poderia deixar de lado, nosso quase-casal favorito! Asuka-chan e Dr. Tottori! 


Homens são seres folgados... SERÁ?!










Asuka-chan mostrou seu valor, e até essa anta insensível do Tottori reconheceu (a seu modo) que ela é a mocinha ideal para ele. Ficou mais gentil, chegou até a elogiar a comida que ela fez... E olha a proximidade... Ai!












Vô? Num Vô?




Vô é matá mosquito!


É a segunda vez que esse p**** faz isso! Eu não sabia se ria ou se lamentava por não ter saído um beijinho aí... Masssss.... Gente, pra bom entendedor, meia palavra basta... Daqui a pouco esse mosquito invisível vai dar lugar ao bom e velho beijo desentupidor de pia!  Ou vai me dizer que esse olhar aí não tá cheio de amor escondido pronto pra cair na vida? Sem contar que, pela primeira vez na vida ele sorriu! Aquele sorrisão largo, bonito e sem ironia! Sem dinheiro envolvido!!! 


ps: Oguri Shun, casa comida e roupa lavada pra você.

E assim chega ao fim Juui Dolittle.  Todo mundo feliz, até a pobre Asuka-chan, que ao invés de beijo ganhou tapa na testa. Calma filhinha, logo logo sua vez vai chegar!

Pais e filhos ganharam uma segunda chance, os 20 filhotinhos doentes foram salvos, eu consegui não morrer de tanto chorar... Adorei a história, principalmente porque cachorros são meu ponto fraco. E Oguri Shun! Ô gente! Curry na mesa todo dia pra ele! Pode até sair com alguma piriguete e aparecer nas revistas de fofoca no dia seguinte!( Aff...)

Enfim, alegria alegria. Juui Dolittle é um dorama que vou assistir mais umas 987 vezes, talvez chorar mais umas 456... Valeu a pena!







quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

"Where´s the Love? " Juui Dolittle x Hakuouki

Pré-requisitos para a compreensão desse post: conhecimentos básicos de Juui Dolittle e Hakuouki Shinsengumi Kitan, e dois neurônios (ok, um também serve!)


Juui Dolittle e Hakuouki estão chegando ao fim. Daqui a pouco surgem os novos doramas e animes de 2011 e novas histórias começam... Por enquanto, é hora de arrancar os cabelos com os acontecimentos que levam a trama ao fim!

O que tem a ver Dolittle e Hakuouki? Bom, a princípio nada, mas depois de assistir ao episódio 21 de Hakuouki a pergunta que martelava minha cabeça obteve uma resposta inesperada, mas confesso ter gostado.

Ack! Que confusão né! Deixa eu " começar do começo..."

Juui Dolittle está no penúltimo episódio. E então me perguntei- "cadê o tal romance?O triângulo amoroso?" - Era isso que eu tinha visto numa sinopse do dorama. Fiquei toda toda, achei que ia ser uma disputa difícil entre o cara rude mas no fundo gentil e destemido contra o bonzinho educado que no fundo é um covarde. 

Até agora nada!
Gentein, eu sou fã de shoujo! Adoro romance nos doramas, então confesso ter ficado um pouco decepcionada. O auge da relação entre a Asuka e o Tottori foi um olhar dele de reconhecimento pelos esforços sobre humanos dela em aprender 50 anos em 5 dias. E só. Fiquei naquela coisa de "agora vai!" " Ah, é a cena prometida!"

Em vão. Já senti uma vibe de Tokyo Dogs, em que o personagem do Oguri Shun fica fazendo altas ondas de insensível e devotado ao trabalho, desdenhando a mocinha da trama. No último instante ele solta uma declaração de amor meio torta mas é só.
Olha a conexão! Cachorro!  Veterinário! Tokyo DOGS! E agora como um veterinário ele vai repetir a mesma história com a Asuka-chan! Mukyaaaa!!!!!!

ps: Oguri Shun de visual escovadinho me gusta mucho!

Enfim, nada de romance. Já sei que se algo for acontecer, vai ser totalmente subentendido, praticamente uma mensagem subliminar. Af!
Ainda frustrada com a falta de romance no dorama, fui assistir Hakuouki. Temendo a "carnificina do harém da Chizuru", quase assisto com um olho aberto e outro fechado pra assustar menos. Mas enfim, hoje nenhum ikemen (homem bonitão) morreu, então já tá no lucro! E inesperadamente... 



Romance! 


OHHHH!!!! Hijikata-san rasgando seda pra Chizuru-chan! Um Dolittle inverso! Até que enfim! Palavras de gratidão, respeito, admiração... Ai ai... Um bálsamo para meus ouvidos tão machucados com a grosseria do baka do Tottori-sensei que não reconhece o quanto a Asuka-chan se esforça pra ser útil e agradável! Aff!

Fan service de cenas românticas- start!!!



Nada que umas batalhas fracassadas e a distância não mudem... Antes a pobrezinha era tratada feito uma idiota por ele, mas agora... uia!



Viu por que um questionamento só teve fim assistindo a uma coisa diferente? Dolittle 0 X 1 Hakuouki!

Nem vou esperar um beijinho no final de Dolittle, mas bem que podia ter um final mais recompensador... Assim como os fãs de Hakuouki ficaram felizes com a Chizuru ter conseguido seu lugar ao sol, bem que a Asuka-chan podia ser mais bem tratada pelo Tottori... Uh uh... Vamos ver o que o último capítulo vai trazer. De qualquer modo, Hakuouki foi tudilindu!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A Dura Relação entre Pai e Filho- Juui Dolittle

Tia, pergunto de novo... Precisa ter assistido a mais um episódio desse dorama pra entender o post?

Não meu filho! Se joga! 

Juui Dolittle é um dorama que mexe muito comigo. Primeiro porque eu gosto muito de animais, e ver tantos bichinhos bonitinhos, fofinhos e todos os "inhos" me deixa sempre com vontade de ver mais um episódio.

Mas o principal motivo é a identificação pessoal com os personagens da trama e suas histórias. Particularmente a relação entre um pai e seus filhos. Parece que eu estou ali!

Domon, o marvadon!
Na trama, Domon-sensei é um pai rígido, de poucas (nenhuma!) palavras. Olha os filhos com desprezo, ao mesmo tempo que exige deles uma perfeição absoluta. O mais velho é seu sucessor numa clínica veterinária  famosa e muito próspera, o caçula ainda é estudante do segundo grau. No trabalho, o filho mais velho se esforça horrores tentando ser um profissional do qual o pai se orgulharia. Uma mendicância silenciosa por um elogio- algo inédito na vida dessa pobre criatura. Mas o elogio nunca vem, pelo contrário. O filho é sempre tratado como um incapaz pelo pai. Todo e qualquer esforço é  simplesmente inútil. Durante o trabalho ele é criticado pelo pai carrasco, na frente de todos os funcionários. O filho, claro, foi acumulando revolta, dor e ódio por toda uma vida... 

O filho mais novo tenta seguir os passos do pai e também se tornar um veterinário de renome. Pra isso, estuda e estuda like hell. O rapaz é número um em notas no país! E quando foi dar a notícia pro pai, o que ouviu?  O clássico "É, isso é o mínimo pra não me decepcionar né?" Como se fosse a coisa mais natural e nada mais que obrigação. O pobrezinho só abaixou a cabeça como um cachorrinho que abanou o rabo, fez festa mas o dono passou direto por ele.

O pobre filho injustiçado

No oitavo episódio a casa caiu. Tanto ódio acumulado fez com que o filho mais velho ficasse rebelde e tentasse atrapalhar a reputação do pai. O quase escândalo fez com que finalmente o pai desse atenção ao filho, pena que dessa maneira: 

Porrada pura e aplicada






 Mas  desgraça pouca é bobagem, já dizia minha avó... Depois do caldo entornado, ainda veio mais uma pro pobre coitado. 

Pra muitos a cena passou até batido, foi um momento "ô tadinho dele né", mas pra mim, em especial, foi perfeito. Eu digo isso porque, dadas as proporções, meu pai é um Domon-sensei. A única diferença é que não apanhei assim (ainda bem, né!!!) Mas sempre fui rejeitada, tratada como um desprezo e um sarcasmo mordaz. Ao lado do Domon sinto que não valho nada, e o filho de qualquer outro é sempre infinitamente melhor que eu em qualquer aspecto. Como não trabalhamos juntos, nem assuntos de trabalho conversamos, portanto sequer dirigimos a palavra um ao outro. Só em casos extremos como passar um recado ou coisa do tipo. Resumindo, a palavra que descreve a minha situação e a do personagem do dorama é REJEIÇÃO. Ela vem, na maioria absoluta, em atitudes, comportamentos diários. Ficar por semanas a fio sem trocar palavra, desconhecer quem você é ou o que acontece em sua vida. Em outro momento, talvez o pior deles, é quando essa rejeição se condensa em PALAVRAS. Quando elas são ditas, é a assinatura registrada em cartório, carimbada e amarrada do seu fracasso. O atestado de óbito da relação que já vinha em coma profundo há muito tempo.  

A cena em questão de Juui Dolittle mostra a dor desse momento em câmera lenta. Os dois lados da história. O segundo em que a frase sai da boca do carrasco e atinge a pobre vítima, que fica ali, perplexa com o coração ferido de morte. 


O papai querido chega pra ler o seu jornalzinho e não vê o filho do lado de fora. Senta, conversa fiado e diz com a maior naturalidade ao filho mais novo que o irmão é um inútil.

Nessa hora começa a cena em câmera lenta. A bomba foi lançada. Uma música triste, e a expressão do filho que tentou, a vida inteira, ser digno do pai. Ser elogiado, ser importante. Tudo em vão.

Toda uma vida de esforço e dedicação quase canina acabam ali. Pra quem ouve esse tipo de coisa da pessoa que mais deveria ama-lo na vida, as palavras não vão embora. Continuam ecoando. Um arrepio sobe pela espinha, e a dor gruda na alma que nunca mais sai. Não adianta mais ficar dizendo pra você mesmo que as coisas vão mudar e um dia você vai ter um pai que enxergue quem você é. Que vai admirá-lo, ser gentil e se preocupar. Esqueça. Acabou tudo ali.


Opa! No segundo em que ele disse as palavras tão maravilhosas, notou que o filho estava do lado de fora e ouviu tudo. O que temos na imagem acima deve ser um instante de 0,00087% de arrependimento. Mas que em todo pai maldito e carrasco, é esquecido com a mesma velocidade com que é despertado. 

As palavras não tem volta, isso é verdade. Mas por um instante imaginei,  ao ver essa expressão de Domon-sensei, que ele faria algo pra amenizar o estrago. Ficou claro que ele queria ter dito que o filho era um inútil, mas que o mesmo não ouvisse isso. (Dá quase no mesmo, né?)

Muito pelo contrário. O segundo de arrependimento gerou, no máximo, uma contração muscular leve na testa. Hora de levantar e sair da sala.



Uma salva de palmas para o diretor dessa cena. A saída do pai e o olhar do filho. Os dois percorrendo caminhos diferentes para o resto da vida, com uma parede intransponível e invisível entre eles.  Domon-sensei com austeridade e desprezo vai embora e deixa o filho para trás. Ele sai da sala e da vida de seu filho. O resquício de esperança e dedicação ao pai acabaram ali. O ódio está oficialmente declarado.


Um grito desesperado. É só o que resta. 

A vida imita a arte, a arte imita a vida... Lógico que se pudesse, tudo seria lindo e fofinho, mas quem disse que todo mundo pode ser feliz em todos os aspectos? Só nos resta ter força e perseverança pra fazer desses Domon-sensei malditos que entram em nosso caminho uma maneira de evoluir nos tornarmos pessoas melhores. Diferentes daquelas que nos fazem sofrer e insistem em atrapalhar nosso caminho. Tem muita gente boa no mundo, que valem a pena ter nossa amizade,  amor e dedicação. Que essas pessoas ingratas e medíocres fiquem largados num canto qualquer, e bola pra frente!