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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Lições aprendidas com doramas e animes- Juui Dolittle

Tia, precisa ter assistido Juui Dolittle pra entender o post?

Não... Fica relax!


A arte imita a vida, a vida imita a arte... Um dos motivos que me levam a assistir animes e doramas é a lição de moral, aquela coisinha que fica no fundo, uma frase ou uma história inteira que funciona como uma chacoalhada na nossa própria vida. Você assiste e pensa "nossa, é mesmo!". O que acontece com aquele personagem serve como um toque pra você rever seus conceitos e aprender mais uma lição de vida. Os animes e os doramas sempre trazem uma lição escondida ou mesmo escancarada pra quem assiste, e Juui Dolitte não fica atrás...


Estava toda feliz achando que não ia chorar com mais um episódio. Em 5 deles, chorei pelo menos 10 vezes! Os animaizinhos doentes cortam meu coração, não tem jeito. Mas dessa vez, nada de casos dramáticos de animais lutando para viver. Na verdade, a lição de moral de hoje é focada justamente na morte e nas coisas que não puderam ser ditas.


Presta atenção na historinha que é linda, e a lição de moral do dia é importantíssima!


Era uma vez...


...Uma senhora que gostava de alimentar pombos no quintal de sua casa. Ali eles se reuniam aos montes, causando comoção entre os vizinhos.  Todos eram contrários, pois temiam a disseminação de doenças e parasitas. 


Tal hábito foi muitas vezes recriminado por seu filho, mas ela ignorava e continuava a alimentar os pombos. Até que certo dia um deles estava doente, e onde ela foi levar o pobre animalzinho? Simmmmm, na clínica do nosso veterinário Tottori-sensei. 


Enquanto ele prestava atendimento ao animal, a gentil senhora disse que cuidava dos pombos enquanto esperava que um em especial retornasse para casa. Há 50 anos ela esperava por um pombo-correio, trazendo uma mensagem que seu marido teria lhe enviado antes de morrer.


O marido trabalhava como jornalista.  Na década de 60, época de sua morte, os jornais utilizavam pombos-correios no envio de mensagens urgentes. Furos de reportagem eram enviados de lugares remotos dessa maneira, podendo assim enviar as notícias na hora certa. 


Certo dia ele fora enviado às montanhas para cobrir um desastre, e levava consigo uma cesta com cinco pombos. No entanto, ele nunca mais voltou. Foi encontrado morto, ao lado da cesta de pombos vazia.... E o corpo de uma mulher. A polícia descobrira que a mulher tinha um caso com um homem casado, e arrependida resolvera cometer suicídio. O caso foi encerrado como um suicídio mútuo de um marido infiel e uma mulher qualquer.


O filho do casal ainda era um bebê na época em que o pai se fora, mas a raiva o consumiu por muito tempo. Sua mãe esperava há 50 anos pela mensagem de um pai adúltero que abandonou a família. De maneira incansável ela alimentava todos os pombos e esperava pacientemente. Cansado dessa situação e da pressão dos vizinhos, ele pediu a Tottori-sensei que exterminasse os pombos, arrancando os ninhos e espalhando ímãs por todo o lugar (lembre-se que os pombos se orientam através do campo magnético, portanto a ideia seria afastá-los daquele lugar...)

 Não adianta falar... A pobre senhora (para o filho uma mulher digna de pena), acredita que um daqueles pombos carrega uma mensagem do marido. 50 anos depois ela espera, nunca acreditando que ele tinha uma amante, que ele jamais a trairia. Tottori que não é bobo nem nada, enquanto na casa da senhora, não abriu a boquinha. Ele ia dizer a pérola "pombos só vivem 20 anos?" ou "como a senhora pode acreditar que seu marido foi fiel quando  a polícia levantou tantas evidências?"

Não importa. Tottori recolheu todos os ninhos das árvores, colocou num saco e levou para sua clínica, para dar um destino adequado. Ao observar um dos ninhos, notou-se que havia algo entre aqueles ossos...













Tem uma coisinha presa aqui... Será... Será....






Sim..... Onde os pombos correios carregam as mensagens! Então o famigerado pombo havia voltado mas não entregou a mensagem direitinho... Mas será que ainda havia tempo para corrigir as coisas? Chama a velhinha e o filho dela na clínica correndo!












 Claro que a senhora ficou chocada em ver que aquilo era realmente do seu marido. A mensagem que ela quis ler por 50 anos estava ali em suas mãos. A verdade seria enfim revelada? Seu marido era um homem traidor ou algo diferente era a verdade sustentada desde sua morte?










"Essa será minha mensagem final.

4 de outubro, 1960.
 

Enquanto estava pelas montanhas a caminho do local de um grande desastre, me encontrei com uma mulher prestes a cometer suicidio, se jogando de um penhasco.



Enquanto tentava segurá-la, caímos juntos até a base do penhasco.A mulher morreu na hora, e eu também, agora não consigo mover meu corpo ou me levantar.
De acordo com a carta de suicídio da mulher,ela se cansou de seu caso amoroso com o vice-presidente de um grande banco e por isso cometeria suicídio.(...)





ps: Yayoi, encontrar você foi a maior alegria em minha vida. De agora em diante, do céu, continuarei a amar você.

Para Akio- Desculpe por não ter sido capaz de fazer nada por você como um pai. Quero que você valoriza sua mãe. Por favor.







Fim da mensagem. E veja a reação daquele que foi injusto...
 



 Se arrependeu por ter tido aquela ideia errada do pai por toda a vida, e principalmente, por ter menosprezado a mãe, tratando-o a como uma pessoa digna de pena e miserável, sempre à espera de algo que jamais chegaria. Uma mensagem de um traidor que não merecia tanto amor. 


A mãe então caiu em prantos. Alívio pela mensagem ter confirmado o que ela sempre soube- a honestidade e o amor de seu marido. E a dor por ter carregado essa certeza e a espera sozinha, com um filho a hostilizá-la por todo esse tempo. Mas tudo havia acabado. Agora poderiam viver em paz.


MORAL MORALESCA DA HISTÓRIA: 


-- Eu nunca conseguirei assistir esse dorama sem chorar

  Nunca nunca never julgue alguém ou alguma coisa sem conhecer a situação. A obviedade de uma coisa nem sempre leva a interpretação mais correta. Disso a gente sabe, mas e as consequencias de uma condenação injusta? Quanta dor e sofrimento podemos causar a alguém? E quando acontece com a gente... Eu sei muito bem o que é ser mal interpretada, julgada e condenada sem chance de defesa. É um sofrimento e uma indignação que nunca se apagam! Portanto, leve essa historinha dos pombos com você, uma quase fábula de Esopo pra você segurar a língua ao querer dar o seu veredito numa história alheia. Ouça com atenção, tenha a certeza de que a hora é propícia ou não para bater o martelo e condenar o próximo...
 




 

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